Irônico é você ser o único motivo dos meus sorrisos, e também ser o único a não perceber que eles são seus.
Pretta
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Clarice Lispector
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Já dizia um tal de vinicius, que o amor não é imortal, posto que não passa de uma chama.
Uma chama que, eloquentemente, nos faz provar das mais diversas e variadas sensações.
Sentimos cheiros, texturas, experimentamos novos sabores e vislumbramos um universo nunca antes visto por nossa tão singela e rudimentar ótica. Por certo, a palavra amor, ou roma para os mais habilidosos e coesos, nos inspiram a vários aspectos, o pior deles e incrivelmente o mais comum é a dor.
Dor que parece que jamais irá acabar, dor que parece nunca sessar , dor que entra pelas carnes atravessa os ossos penetra no tecido e nos dói direto no epicentro, no frágil e triste coração.
Que músculo mais tenebroso, que ao invés de realizar sua simples tarefa de bombear sangue para todo o corpo, nos faz sofrer tanto, nos faz ter tanto medo de realizar façanhas, que nos impede de diversas ações que ,por certo, no futuro serão frutos de grandes arrependimentos.
A dor é passageira, porém essa passagem é um dos momentos mais eternos que podem ser vivenciados. É algo que não se cura, se cicatriza porém nunca se dissipa, nem mesmo com o tempo.
Tempo, que assim como o músculo involuntário bombeador de sangue não exerce perfeitamente sua função. Ao invés de passar despercebidamente sem que notemos, passa em uma lentidão nunca antes registrada, nos fazendo sofrer, amargurar e lembrar dessa grande e dolorosa passagem, chamada vulgarmente e erroneamente de “amor”.
Paulo Cesar
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